
Após os 50, muitas pessoas dizem que o tempo ficou mais valioso e que é preciso escolher melhor onde investir atenção e energia. A reflexão é simples, e tem ganhado força entre quem busca bem-estar e propósito na fase madura.
Nesta matéria, explicamos quais hábitos o criador de conteúdo Vânio Araújo, do canal Vânio Araújo – Escuta Ativa, aponta como perda de tempo e como substituí‑los por atividades que trazem aprendizado, saúde e qualidade de vida.
As recomendações do autor combinam experiências pessoais e referências a estudos sobre atenção e saúde mental, e serão apresentadas com orientações práticas para quem quer mudar de rotina, conforme informação divulgada pelo canal Vânio Araújo – Escuta Ativa.
Entretenimento passivo: novelas e reality shows
Vânio afirma, em relato pessoal, “eu faz uns 15 a 20 anos que eu que eu não assisto novela“, e aponta que esse tipo de programação ocupou muitas horas que hoje poderiam ser usadas para leitura, cursos ou documentários. Para quem está após os 50, a mudança costuma ser motivada por desejo de produzir mais sentido e menos consumo de atenção.
Como abandonar, passo a passo: reduzir gradualmente o tempo de tela, substituir uma hora de novela por leitura ou um documentário por semana, e definir um projeto concreto para esse tempo recuperado, como estudar um tema de interesse ou retomar um hobby antigo.
O benefício prático é o aumento do aprendizado e da percepção de utilidade do tempo, ao trocar conteúdo que entretém sem ensinar por informação que contribui para crescimento pessoal e mental.
Redes sociais, notícias sensacionalistas e impacto emocional
O criador resume o problema em palavras diretas, “Redes sociais é uma praga“, e chama a atenção para o efeito das notícias negativas, citando que “notícias negativas dá mais audiência do que notícias positivas“. Ambas alimentam ansiedade, sensação de descontrole e consumo passivo de emoções alheias.
Para quem vive após os 50, controlar redes e exposição a telejornais pode reduzir estresse e melhorar o humor. Medidas práticas incluem limitar o uso a horários definidos, silenciar notificações, deixar de seguir perfis que geram raiva, e criar uma rotina de fontes confiáveis e curadas, com curtos minutos diários para se informar.
Outra ação eficaz é substituir parte do tempo online por leituras aprofundadas, por exemplo, uma biografia ou um artigo longo por semana, prática que Vânio recomenda como alternativa de reflexão e aprendizado.
Política, religião politizada e o custo das discussões acaloradas
Vânio relata que o envolvimento excessivo com política se transformou em uma fonte de ódio e desgaste, e que pessoas chegaram a morrer por conflitos motivados por polarização. Ele também critica a politização de parte da religião, observando que ministros e líderes às vezes misturam púlpito com política, e que isso tem afastado fiéis.
Como agir, especialmente após os 50: manter a participação cívica, sem virar prisioneiro das redes; escolher debates presenciais e locais construtivos; priorizar ações concretas, como voluntariado ou participação em conselhos locais; e, quando a religião se mistura com política de forma tóxica, optar por comunidades que pratiquem a fé sem instrumentalização política.
O objetivo é preservar relações pessoais, saúde mental e tempo útil, evitando gastar energia em conflitos que raramente mudam opiniões.
Futebol, estresse e escolhas pela saúde
O relato pessoal de Vânio demonstra que o futebol, embora seja paixão para muitos, também pode gerar estresse, elevação da pressão arterial e discussões violentas. Ele conta que, após experiências negativas, decidiu parar de assistir futebol para proteger a saúde.
Para quem está após os 50, a recomendação é avaliar o impacto emocional do hábito, e manter apenas o que traz prazer sem risco à saúde. Teste uma pausa de 30 dias, observe mudanças no sono, humor e indicadores de saúde, e se preferir, acompanhe resultados esportivos apenas por resumo, sem a exposição contínua à ansiedade do jogo ao vivo.
Trocar horas de tevê por caminhadas, leitura ou projetos concretos costuma trazer ganhos reais de bem-estar e maior sensação de controle sobre o tempo.
Como montar um plano simples para abandonar hábitos que não servem mais
Primeiro, liste as atividades que mais consomem tempo e energia sem retorno, seja entretenimento passivo, rolagem em redes, telejornais sensacionalistas, discussões políticas improdutivas ou hábitos que aumentam o estresse.
Depois, escolha uma prioridade para cortar, defina um substituto concreto e um período de teste de 30 dias. Use ferramentas simples, como bloqueadores de aplicativos, horários fixos para notícias e metas semanais de leitura ou atividade física.
Lembre-se da advertência de Vânio, de que cada pessoa tem seu caminho e que essas medidas funcionaram para ele, “cada um tem suas verdades, cada um tem sua maneira de gostar das coisas“, portanto adapte o plano à sua rotina e à sua saúde.
Em resumo, após os 50 vale priorizar tempo em atividades que trazem aprendizado, conexão e saúde, reduzindo o consumo de estímulos que drenam atenção e geram desgaste emocional.
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