
Em 3 de janeiro de 2026, o mundo observou com apreensão a escalada militar entre Estados Unidos e Venezuela. Bombardeios, discursos inflamados e justificativas como o combate ao narcotráfico e a defesa da democracia marcaram o início do conflito.
Mas será que a proteção da liberdade é o verdadeiro motivo? Ou existe uma estratégia psicológica mais profunda, a “fábrica de inimigos”, que visa destruir a imagem de um país antes mesmo de atacar suas infraestruturas?
O psicólogo Marcos Lacerda, em sua análise, desmistifica esse conceito, explicando como a desumanização e a manipulação da percepção de realidade são ferramentas usadas para tornar a violência aceitável. Conforme divulgado no vídeo “URGENTE: A PSICOLOGIA OCULTA NA GUERRA DOS EUA CONTRA A VENEZUELA”, a guerra é, muitas vezes, um reflexo de fraqueza e incapacidade de diálogo.
Desumanização: O Primeiro Passo para a Agressão
Para agredir sem culpa, é preciso tirar a humanidade do outro, transformando-o em um monstro ou um perigo iminente. Os Estados Unidos rotularam a Venezuela como um “narcoestado”, uma narrativa assustadora que induz à necessidade de combate.
No entanto, dados da própria Agência Antidrogas Norte-Americana (DEA) indicam que a principal rota da cocaína para os EUA pela América Central, e não pela Venezuela. Essa discrepância expõe a construção de uma realidade repetitiva, conhecida como “gaslighting geopolítico”, que nos faz questionar nossa própria percepção.
A Lógica do Declínio e a Criação de um Bode Expiatório
O historiador Gerald Horn, citado por Lacerda, oferece a “psicologia do declínio” como explicação. Assim como um patriarca que perde poder tenta reafirmá-lo pela força, nações em declínio podem buscar bodes expiatórios externos para justificar violência interna e manter controle.
A Venezuela, ao ousar negociar com China e Rússia, demonstrou autonomia, o que, para a “psiquê imperialista”, representa uma “ferida narcísica inaceitável”. A guerra, neste contexto, torna-se um “acting out”, uma atuação de quem perdeu a capacidade de negociar.
O Medo como Ferramenta de Controle Geopolítico
A intervenção nos EUA não visa “levar democracia”, mas sim “punir a desobediência”. O ataque à Venezuela serve como um “castigo exemplar” para outros países latino-americanos, como Brasil, Colômbia e Argentina, incutindo o “medo puro e simples” de desafiar o “império”.
A aplaudida “liberdade” trazida pelos bombardeios é uma ilusão. A dissonância cognitiva, alimentada pelo consumo cultural de Hollywood e pela idealização dos EUA como “farol da liberdade”, nos impede de ver a realidade predatória por trás da guerra.
A Manipulação da Raiva e a Preguiça Mental
A “maré furiosa”, termo usado para descrever a raiva difusa que sentimos por frustrações pessoais e sociais, é canalizada para um alvo externo, como a Venezuela. Essa projeção, em escala geopolítica, evita que confrontemos os verdadeiros problemas e quem está por trás da “arma apontada para nossa cabeça”.
Admitir o declínio do sistema global e a falha humana é doloroso. É mais fácil desumanizar o “outro” do que reconhecer nossas próprias limitações. A guerra contra a Venezuela, e outras em contextos similares, é um ataque à nossa inteligência, raciocínio e, crucialmente, à nossa autonomia mental.
Portanto, é fundamental questionar e analisar as narrativas. O verdadeiro campo de batalha, afinal, é a sua mente. Deixe de ser um “funcionário dessa fábrica de inimigos” e pense criticamente. Extraído deste vídeo:
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